O início da sua construção remonta ao séc. XVI por iniciativa de D. Manuel de Portugal. Em 1726, D. João V, tendo adquirido a propriedade, procede a melhoramentos, resultando num palácio de recreio com jardim. O edifício só foi verdadeiramente habitado por D. José I, que aí se encontrava à data do terramoto de 1755.
Praça Afonso de Albuquerque
Lisboa
Afetado pelo sismo, sofreu obras de recuperação. Por iniciativa do Infante D. João iniciou-se, em 1787, a construção do Picadeiro de Belém, atualmente um núcleo do Museu dos Coches, de gosto neoclássico.
A partir de 1890 destinou-se à instalação de convidados estrangeiros, até que com a queda da monarquia, em 1910, tornou-se na residência oficial do Presidente da República.
De feição barroca e neoclássica, este edifício foi classificado como Imóvel de Interesse Público em janeiro de 1967, classificação essa revogada a favor de uma classificação como Monumento Nacional desde agosto de 2007, incluindo não só o edifício do Palácio, os respetivos jardins, lagos e estatuária, assim como o Jardim Botânico Tropical (ex-Jardim-Museu Agrícola Tropical), o Picadeiro, as adições recentes, nomeadamente a nova ala de serviços e o novo Museu da Presidência da República, e o património integrado do palácio. Tem como referência obrigatória os belos jardins, os Pátios das Damas e dos Bichos, e as Salas das Bicas, Dourada, do Império e Luís XV.
Como decoração geral apresenta temática mitológica e alguns painéis azulejares setecentistas. Merece ainda um especial destaque, o conjunto de quadros da autoria da pintora Paula Rego integrado na capela.
Fonte: https://visitar.lisboa.pt/explorar/locais-de-interesse/palacio-nacional-de-belem