Obra de referência da reconstrução pombalina, delineada no plano de Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, veio dar continuidade ao primitivo Terreiro do Paço, que à época dos Descobrimentos (séculos XV e XVI) era o centro da vida dos lisboetas e a principal saída da cidade para o mar. Praça de planta retangular, definida por 3 alas dispostas em U (O.,N. e E.) e aberta a S. sobre a paisagem e o estuário do Tejo, constituindo esta face o seu elemento de originalidade em relação à linha de praças que então se construíam na Europa e na qual esta se integrava perfeitamente.
Praça do Comércio
Lisboa
A proporção e harmonia das formas expressam-se: nas construções que a envolvem, projeto do arq. Manuel da Maia, de arquitetura arcaizante, apoiadas em arcadas de volta inteira, cobertas de soluções medievais; nos 2 torreões, de planta quadrada e inspiração setecentista, que rematam a face aberta ao rio, a S. das alas O. e E.; no Arco Triunfal, encimado por um monumental conjunto escultórico alegórico, aberto na ala N. e no enfiamento da Rua Augusta, eixo principal do conjunto; e, para manter a tradição marítima da Praça, na recuperação de um antigo cais, desaparecido com o terramoto, nascendo, assim, o Cais das Colunas, que oferece uma bela panorâmica sobre o rio e a outra banda. No centro evidencia-se a estátua equestre de D. José I, executada por Machado de Castro. A Praça do Comércio está classificada como Monumento Nacional pelo Decreto de 16-06-1910, DG n.º 136, de 23-06-1910.
Fonte: https://informacoeseservicos.lisboa.pt/contactos/diretorio-da-cidade/praca-do-comercio-terreiro-do-paco